Resenha: Auto da Compadecida

Oi, Leitores!!!

Essa foi a leitura de julho do Clube Literando e foi uma experiência deliciosa. Já assisti ao filme milhares de vezes e em cada uma delas é como se fosse a primeira vez e pela primeira vez li o livro  foi único, achei que não fosse curtir, já que ele é um roteiro de teatro, mas foi bom demais ver o que o autor queria alcançar com a história.
Ariano Suassuna escreveu esse livro em 1955 e se passa aqui no meu amado Nordeste e mostra muito da essência deste povo. Além disto, podemos vivenciar o quão poética é a obra e todas as criticas sociais feitas pelo autor.

João Grilo e Chicó, os personagens principais, representam muito bem a realidade do nosso sertão, mostrando como é a vida dos menos abastados, já que seus patrões conseguem tratar uma cadela melhor do que eles. 

A diversão da história começa justamente quando a cadela morre e a patroa deles quer que o padre abençoe a alma da cadela antes do seu enterro. João Grilo e Chicó são uma dupla e tanto, com jeitinho, improviso e uma bela mentira, eles convencem o padre a dar sua benção.

O bispo descobre a história e já está pronto para punir os envolvidos, até saber dos 10 contos de réis do testamento da cadela. E no meio de toda a "negociação" o cangaceiro Severino invade a igreja, ameaça a vida de todos e consegue matar alguns deles.

As suas almas irão para o juízo final e aqui, para mim, é o que temos de mais bela nesta obra. Suassuna com toda sua inteligência e simplicidade, mostra a realidade da miséria humana, a luta pelo poder, preconceito, mesquinharia, racismo e julgamentos. 

Confesso que durante toda a leitura escutava a voz de Selton Melo e Matheus Nachtergaele  e isso foi uma dose a mais para tornar esta uma experiência feliz! Espero ler outras obras do autor e continuar me encantando com seu trabalho.
O "Auto da Compadecida" consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Lido em: Julho de 2019
Título:  Auto da Compadecida
Autora: Ariano Suassuna
Editora: Agir
Gênero: Ficção/Nacional
Ano: 2014
Páginas: 254
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Resenha: 4 vidas de um cachorro




ONNNNWWWTTT mamãe DiDeuzuuuu 
Qual é o amante de cachorro que nunca falou com um bicho desses com uma vozinha estranha?
Durante a leitura foram vários "onwt" que eu fiz.
Minha primeira leitura onde o narrador não é um humano.
Ps: Não lembro se em Marley e eu era o cão quem narrava....


4 vidas de um cachorro

Em 4 vidas de um cachorro, você vai conhecer Bailey, um cachorrinho muito esperto, que vive em busca de um propósito para sua vida.

Depois de vir ao mundo diversas vezes, ele se pergunta se algum dia encontrará sua verdadeira missão na Terra. Muito mais do que apenas uma história apaixonante sobre animaizinhos de estimação, 4 vidas de um cachorro é um livro emocionante e, recheado de humor, que vai provar que o amor nunca morre, e, que o propósito de nossas vidas é mais simples do que imaginamos.

O mundo, pensei comigo mesmo, era muito mais complexo do que eu havia suposto.



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