Resenha: O Safado do 105
“Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.”
Olá, leitores!!!
Desde a invenção da imprensa e a alfabetização das mulheres nos séculos 18 e 19, principalmente depois do Romantismo literário, boas histórias, histórias bem contadas e com casais que deleitam os sonhos femininos mais utópicos, os romances recheiam e preenchem corações, estantes e anseios.
Agora, após tantas rodas de conversa sobre o feminismo e as adaptações de 50 Tons de cinza (amo Grey!!!!) o que você pode me dizer sobre o imaginário feminino? O que nós mulheres desejamos e buscamos? O amor é algo possível, mesmo? E se há tanta discussão sobre os direitos femininos, desde quando os romances ficaram de lado?
Sinceramente? Bons romances nunca saíram de moda. E quando digo bons romances, estou incluindo TODOS os romances. Sejam eles os das páginas dos livros, os da tela do cinema, os imaginários e idealizados, os reais e tangíveis, e aqueles que de tão fantásticos parecem intangíveis.
Com isso, também incluo as formas mais legítimas de amor: o amor próprio (por que sem ele não dá para amar nada nem ninguém), o amor ao próximo, seja ele quem ou o que for.
Mas o que tudo isso tem a ver com o título da resenha?
Bem, parem tudo então e “senta que lá vem a história...”
Raissa é uma jovem de 28 anos que após várias discussões consigo mesma e sua família barulhenta, resolve dar a cara para bater. Compra uma casa e vai morar sozinha.
Na verdade sozinha é bondade minha. Raissa, dona da casa 104, divide a parede do seu quarto com o vizinho safado do 105. O primeiro contato deles se dá numa noite fantástica de sexo, gemidos e uma noite no tapete da sala. Sim, é isso mesmo que você está imaginando. Raissa é testemunha auditiva das noites agitadas do seu vizinho.
Um safado lindo que logo logo ganha nome de cueca, por que parece ter um gosto peculiar de cultivar flores pela manhã e usar uma peça tentadora de cueca Calvin Klein.
Entre trepadas espetaculares, flores, churrascos de domingo, “peguetes” variadas e claro a tentadora parede da Tia Clarice (sim, o cara além de tudo lê Clarice Lispector – “morrida” com isso) Calvin e Raissa viveram uma história daquelas que gostaríamos de vivido apenas um terço.
Conhecer o amor e vive-lo em tempos diferentes é um desafio para todo e qualquer ser humano. Porém, se isso vem embalado de um corpo sarado, coração sensível, mente inteligente, mãos que sabem cozinhar e gostos peculiares e surpreendentes, fica muito difícil resistir.
Afinal: “É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.”
Lido em: Dezembro de 2015
Título: O Safado do 105
Autora: Mila Wander
Editora: Essência
Gênero: Romance/Erótico
Ano: 2015












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