28abr2015
28abr2015
O desafio da leitura...
Oi, Leitores!!!
No início do ano de 2015 nossa blogueira linda, animada e criativa Luana desafiou as outras leitoras deste blog a encarar um desafio literário. Eu logo me animei e passei a imaginar e planejar fazer o mesmo desafio com meus alunos (pelo menos adaptar algumas coisas).
Então, achando a
ideia divertida comecei a pesquisar os títulos que fariam parte da minha lista
para tal desafio. Num dado momento comecei a enlouquecer: livro com mais de 500
páginas? Ok! “Posso usá-lo em duas categorias, Lu?” , “ Nem pensar, kkk!”. Okay,
okay...Próximo: Livro que você disse que jamais leria, ai meu nosso senhor da
bicicletinha roxa, rsrsrs, fiquei tensa, mas resolvi a questão. Mais um? Livro
que deveria ter lido na escola e não leu... Pronto! Estou realmente estava perdida,
pensei.
Por pouco não fiquei deprimida. Confesso que a
falta de ânimo chegou a me deixar sem vontade de ler, passei dias me dedicando
apenas às literaturas africanas e meus estudos da pós-graduação.
No entanto, uma
diabinha angelical veio em meu socorro. Mara, a outra blogueira leitora e minha
irmã querida, sugeriu que escrevesse sobre não ter como cumprir essa categoria
do desafio literário.
Vamos lá? Isso é mais
do que um convite!
A leitura sempre exerceu sobre mim um fascínio
inacreditável, não tenho a recordação exata de quando isso começou. A melhor e
mais próxima que a minha memória me apresenta é de quando eu estava com nove
anos, no 5° ano do ensino fundamental I.
Bem, a melhor recordação
está inteira na coleção vagalume, e depois que li A ilha Perdida não parei mais. Lembro até que fazia mais leituras
do que as solicitadas pela professora. Como?
Mais uma vez minha
memória entra em ação. Já no ensino médio a professora de literatura solicitou
a leitura de José de Alencar. Li Iracema,
O tronco do Ipê, Diva, Senhora, Helena,
O guarani, e chegou uma hora que
queria mais e por conta própria fui em busca de outras coisas que por obra do
destino e da história tivessem influenciado a literatura feita no Brasil. E
assim eu descobri Camilo Castelo Branco (Amor de perdição) e logo logo estava aos pés de Eça de Queiroz
(que em breve terá um de seus livros resenhados aqui – categoria livro com mais
de 100 anos).
Sendo assim, é com
pesar e terna satisfação que não me penalizo em 100% por não ter cumprido tal
categoria:
Um
livro que você deveria ter lido na escola, mas não leu.
No fim das contas,
descobri que não sou tão seletiva para leitura. O que de fato me interessa é poder
viver um pouco nas páginas dos livros, sentir o cheirinho de papel no livro
novo, revisitar personagens amigos e amantes, catar mais um pedacinho na minha
estante para caber mais um livro e sempre, sempre mesmo agradecer a Clarice
Lispector por tão lindamente escrever o conto Felicidade clandestina.
Felicidade clandestina
é o que sinto cada vez que tenho um livro, seja ele qual for, ao alcance das
minhas mãos e da minha caixa luminosa de ver o mundo!
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